IGREJA MATRIZ - Associação Cultural Santiago do Cacém

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|  IGREJA MATRIZ  


Classificação: Templo.
Cronologia: Séculos XIII-XXI.
Situação: Adossada ao perímetro sudeste das muralhas do castelo.
Propriedade: Pertence ao Estado, de acordo com os princípios que decorrem da Concordata de 1940, embora seja utilizada pela paróquia de Santiago do Cacém.
Referências: Almeida e Belo (2008); DGPC (consultado em 2021); Matias e Sobral (2001).
Classification: Temple.
Chronology: 13th-21st centuries.
Location: Adjacent to the southeast perimeter of the castle walls.
Property: It belongs to the State, in accordance with the principles deriving from the Concordat of 1940, although it is used by the parish of Santiago do Cacém.
References: Almeida and Belo (2008); DGPC (consulted 2021); Matias and Sobral (2001).

Classement : Temple.
Chronologie : XIIIe-21e siècles.
Emplacement : Adjacent au périmètre sud-est des murs du château.
Propriété : Elle appartient à l'État, conformément aux principes découlant du Concordat de 1940, bien qu'elle soit utilisée par la paroisse de Santiago do Cacém.
Références : Almeida et Belo (2008) ; DGPC (consulté 2021) ; Matias et Sobral (2001).

Esta igreja foi construída no século XIII pelos cavaleiros espatários e a sua história ficou marcada por obras sucessivas que lhe alteraram por completo a feição exterior medieval. As primeiras ocorreram no início do século XIV (entre 1314 e 1336) sob o patrocínio da donatária de Santiago do Cacém, D. Vataça Lascaris, uma princesa bizantina, ama e camareira-mor da filha de D. Dinis e de D. Isabel – a infanta que viria a ser mulher do monarca de Castela, D. Fernando IV. Em 1530, dão-se as segundas obras na igreja, desta vez sob a proteção de Alonso Peres Pantoja, comendatário da vila. Em 1704, ocorre uma nova intervenção, mas meio século depois o templo é profundamente danificado pelo terramoto de 1755. A sua reconstrução leva 34 anos (1796-1830) e alterou-lhe a traça primitiva (a antiga capela-mor passou a situar-se na porta principal) e as dimensões. Um novo sismo em 1858, volta a causar estragos. E no dia 9 de março de 1895, é a vez de um violento incêndio consumir totalmente os madeiramentos e danificar as cantarias da igreja, obrigando ao seu encerramento e à transferência da paroquial para o espaço da Igreja de Nossa Senhora do Monte, onde se mantém até 1902. Um novo incêndio, no ano 1912, destrói a capela e obriga, uma vez mais, à mudança de local da paróquia, agora para a Igreja da Misericórdia, onde permanece até 1924. Graças ao restauro de 1933, da autoria do diácono-chefe da igreja, António Rebelo dos Anjos, recuperou-se todo o espaço interior da capela-mor, sem descurar as fachadas, espaço circundante e torre sineira.
 
A fachada principal, antecedida por uma majestosa escadaria, resulta da reconstrução de 1791, assinalada na porta. Da traça original resta um pórtico lateral romano-gótico, designado “Porta do Sol”, adornado com capitéis zoomórficos e coroado pelas cruzes de São Tiago. Na fachada norte prevalece a torre sineira.
 
Interiormente, as três naves de abóbada de berço – a central de maiores dimensões que as duas laterais – estão apoiadas em colunas octogonais de cantaria. A antiga cabeceira alberga a antiga capela-mor, atualmente transformada em coro alto, onde se pode admirar um magnífico painel em alto-relevo gótico, do século XIV, que representa Santiago combatendo os mouros e que, segundo a tradição, foi doado aos frades por D. Vataça. Na nave lateral norte situa-se o batistério (antiga capela do Santo Lenho) revestido de azulejos policromos; o Altar do Santo Lenho, onde se destaca o relicário cruciforme em ouro com três chaves e a pintura oitocentista representando Santa Helena segurando a Vera Cruz; e, ainda, o altar de Nossa Senhora da Conceição, com um curioso retábulo de mármores fingidos, característicos das últimas décadas do século XVIII. No lado oposto, encontra-se o Altar de Nossa Senhora do Carmo; a Capela do Santíssimo Sacramento (antiga capela de Santo Estevão) que apresenta uma Última Ceia e um silhar de azulejos; o Altar de Nossa Senhora do Rosário; e a antiga Capela de Nossa Senhora da Conceição.
 
A igreja detinha um grande número de sepulturas dispersas pelo pavimento. No entanto, nas sucessivas reconstruções que sofreu, foram poucas as poupadas. Entre as ainda existentes encontram-se a sepultura gótica de Álvaro Mendes de Brito e seus herdeiros; a lousa tumular de João Falcão Murzelo de Mendonça e mulher, D. Francisca Teresa Nobre Pacheco; e a sepultura seiscentista do pároco Gomes Falagre Vargo.

This church was built in the 13th century by the Spatar knights and its history was marked by successive works that completely changed its medieval exterior appearance. The first took place at the beginning of the 14th century (between 1314 and 1336) under the patronage of the grantee of Santiago do Cacém, D. Vataça Lascaris, a Byzantine princess, nursemaid to the daughter of D. Dinis and D. Isabel – the Infanta who would become the wife of the monarch of Castile, D. Fernando IV. In 1530, the second works were carried out on the church, this time under the protection of Alonso Peres Pantoja, commander of the village. In 1704, there was a new intervention, but half a century later the temple was deeply damaged by the earthquake of 1755. Its reconstruction took 34 years (1796-1830) and changed its original features (the old chancel was relocated to if on the main door) and the dimensions. A new earthquake in 1858, again wreaks havoc. And on March 9, 1895, it is time for a violent fire to completely consume the woodwork and damage the church masonry, forcing its closure and the transfer of the parish to the Church of Nossa Senhora do Monte, where it remains until 1902. A new fire, in the year 1912, destroyed the chapel and forced, once again, the relocation of the parish, now to the Igreja da Misericórdia, where it remained until 1924. Thanks to the restoration in 1933, by the deacon -Chief of the church, António Rebelo dos Anjos, the entire interior of the chancel was recovered, without neglecting the façades, surrounding space and bell tower.
 
The main façade, preceded by a majestic staircase, is the result of a reconstruction in 1791, marked on the door. A Roman-Gothic side portico remains from the original plan, called “Porta do Sol”, adorned with zoomorphic capitals and crowned by the crosses of São Tiago. The bell tower prevails on the north façade.
 
Inside, the three naves with barrel vaults – the central one being larger than the two lateral ones – are supported by octagonal stonework columns. The old apse houses the old chancel, now transformed into a high choir, where you can admire a magnificent 14th-century Gothic high-relief panel depicting Santiago fighting the Moors and which, according to tradition, was donated to the friars by D. Vataça. On the north side nave is the baptistery (old chapel of Santo Lenho) covered with polychrome tiles; the Altar do Santo Lenho, where the cruciform reliquary in gold with three keys and the nineteenth-century painting representing Saint Helena holding the Vera Cruz stand out; and also the altar of Nossa Senhora da Conceição, with a curious altarpiece of fake marbles, characteristic of the last decades of the 18th century. On the opposite side, there is the Altar of Nossa Senhora do Carmo; the Chapel of Santíssimo Sacramento (former chapel of Santo Estevão) which features a Last Supper and a tile ashlar; the Altar of Our Lady of the Rosary; and the old Chapel of Nossa Senhora da Conceição.
 
The church held a large number of graves scattered across the pavement. However, in the successive reconstructions it underwent, few were spared. Among those still in existence are the Gothic tomb of Álvaro Mendes de Brito and his heirs; the tomb slate of João Falcão Murzelo de Mendonça and his wife, D. Francisca Teresa Nobre Pacheco; and the 17th-century tomb of the parish priest Gomes Falagre Vargo.

Cette église a été construite au XIIIe siècle par les chevaliers spatares et son histoire a été marquée par des travaux successifs qui ont complètement modifié son aspect extérieur médiéval. La première eut lieu au début du XIVe siècle (entre 1314 et 1336) sous le patronage du cessionnaire de Santiago do Cacém, D. Vataça Lascaris, princesse byzantine, nourrice de la fille de D. Dinis et D. Isabel – l'Infante qui deviendra l'épouse du monarque de Castille, D. Fernando IV. En 1530, les deuxièmes travaux ont été effectués sur l'église, cette fois sous la protection d'Alonso Peres Pantoja, commandant du village. En 1704, une nouvelle intervention eut lieu, mais un demi-siècle plus tard le temple fut profondément endommagé par le tremblement de terre de 1755. Sa reconstruction dura 34 ans (1796-1830) et modifia sa conception d'origine (l'ancien choeur fut déplacé à si sur le porte principale) et les dimensions. Un nouveau tremblement de terre en 1858, fait à nouveau des ravages. Et le 9 mars 1895, c'est au tour d'un violent incendie de consumer complètement les boiseries et d'endommager la maçonnerie de l'église, forçant sa fermeture et le transfert de la paroisse à l'église de Nossa Senhora do Monte, où elle demeure jusqu'en 1902. Un nouvel incendie, en 1912, détruisit la chapelle et força, une fois de plus, le déplacement de la paroisse, maintenant à l'Igreja da Misericórdia, où elle resta jusqu'en 1924. Grâce à la restauration en 1933, par le diacre -chef de l'église, António Rebelo dos Anjos, tout l'intérieur du chœur a été récupéré, sans négliger les façades, l'espace environnant et le clocher.
 
La façade principale, précédée d'un majestueux escalier, est le résultat d'une reconstruction en 1791, marquée sur la porte. Il reste un portique latéral romano-gothique du plan original, appelé « Porta do Sol », orné de chapiteaux zoomorphes et couronné par les croix de Saint-Jacques. Le clocher domine la façade nord.
 
A l'intérieur, les trois nefs voûtées en berceau - la centrale étant plus large que les deux côtés - sont soutenues par des colonnes octogonales en maçonnerie. L'ancienne abside abrite l'ancien chœur, aujourd'hui transformé en chœur élevé, où l'on peut admirer un magnifique haut-relief gothique du XIVe siècle représentant Santiago combattant les Maures et qui, selon la tradition, a été offert aux frères par D. Vataça . Sur la nef latérale nord se trouve le baptistère (ancienne chapelle de Santo Lenho) recouvert de tuiles polychromes ; l'Autel do Santo Lenho, où se détachent le reliquaire cruciforme en or à trois clés et le tableau du XIXe siècle représentant Sainte-Hélène tenant la Vera Cruz ; et aussi l'autel de Nossa Senhora da Conceição, avec un curieux retable de faux marbres, caractéristique des dernières décennies du XVIIIe siècle. De l'autre côté, il y a l'autel de Nossa Senhora do Carmo ; la chapelle de Santíssimo Sacramento (ancienne chapelle de Santo Estevão) qui présente une Cène et une pierre de taille en tuiles ; l'autel de Notre-Dame du Rosaire ; et l'ancienne chapelle de Nossa Senhora da Conceição.
 
L'église contenait un grand nombre de tombes éparpillées sur le trottoir. Cependant, dans les reconstructions successives qu'il a subies, peu ont été épargnés. Parmi ceux qui existent encore se trouvent le tombeau gothique d'Álvaro Mendes de Brito et de ses héritiers ; l'ardoise funéraire de João Falcão Murzelo de Mendonça et de son épouse, D. Francisca Teresa Nobre Pacheco ; et la tombe du XVIIe siècle du curé Gomes Falagre Vargo.
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