| TORRE DO RELÓGIO

Classificação: Torre
Cronologia: Séculos XVII-XX (XXI- século a que chegou o imóvel embora sem funções originais;
Situação: Localizada no Beco da Misericórdia, anexa ao antigo hospital do Espírito Santo
Propriedade: Pertence ao Município de Santiago do Cacém
Situação: Localizada no Beco da Misericórdia, anexa ao antigo hospital do Espírito Santo
Propriedade: Pertence ao Município de Santiago do Cacém
Referencias: AN/TT Dicionário Geográfico 1758:1220; Falcão 1991:34; A.M.S.C., Livro de Actas de Vereação de 5 de julho de1856 a 25 de maio de 1859 vº; Silva 1869:74.SOBRAL, Carlos; MATIAS, José – Património Edificado de Santiago do Cacém: Breve Inventário. Lisboa: Colibri e Câmara Municipal de Santiago do Cacém, 2001.
A Torre do Relógio foi construída entre 1667 e 1687, junto às Casas da Câmara, em substituição de uma das torres do Castelo, que serviam de cantoneira às casas do alcaide (V. Silva 1869:74) e que de acordo com o estado de conservação do castelo, ameaçava derrocar.
Com o terramoto de 1755, a torre sofreu alguns danos consideráveis, facto que deve ter contribuído para que voltasse a ficar seriamente danificada com o terramoto de 1858.
O exterior da torre, construída com erário municipal apresenta uma tipologia arquitectónica enquadrada num Maneirismo tardio, que neste caso foi protagonizado ela utilização de cunhais e portal de acesso em aparelho justiçado e por uma escala vertical desequilibrada e ambígua, com desenvolvimento em três registos distintos: corpo da torre, ventanias e corúcheu (é o remate final piramidal ou cónico de uma torre ou de um campanário. Este tipo de construção é muito frequente na arquitectura do norte da Europa e da Europa Central).
No interior da torre, orientada por uma plana quadrada, observa-se apenas uma escadaria ascendente, em pedra de cantaria, disposta em torno de um poço central rectangular (destinado aos pesos do mecanismo do relógio), que liga as duas frestas exteriores, as quatro ventanias sineiras, uma das quais com a aplicação de boa parte da pedra do mostrador circular do relógio seiscentista, e, por fim, o interior do coruchéu abobadado em barrete de clérigo.
Neste momento, a única coisa que poderá observar são as ruínas desta Torre que se encontra à espera de recuperação.
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