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PELOURINHO OITOCENTISTA - Associação Cultural Santiago do Cacém

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|  PELOURINHO OITOCENTISTA
Classificação:   Pelourinho
Cronologia:   Séculos XVIII (1732-1755? ) / XIX (1845) - XXI
Situação: Localizado junto das escadas do Hospício do Espirito Santo, no centro da Praça Conde do Bracial
Propriedade: Pertence ao Estado, embora esteja na posse do Município de Santiago do Cacém (responsável pela sua guarda e conservação)
Referência: Barbosa 1862: 30; Pinho Leal 1880:38; Silva 1869:146; Silva 1992:56,57); Actas das Vereações da Câmara de Santiago do Cacém, 1842-1921; Sobral, Carlos; Património Edificado de Santiago do Cacém- Breve Inventário; Edição Colibri/CMSC, Julho 2001.

Um Pelourinho é o simbolo de autonomia municipal.

Em Santiago do Cacém, o actual Pelourinho, que data do século XIX, substitui um outro que se situava não, no centro do Largo Conde do Bracial mas junto ao Hospício do Espírito Santo, onde se pensa que tenha funcionado também o poder municipal numa pequena câmara, sendo que,apenas nos finais do século XVIII a vereação ocupou os Antigos Paços do Concelho (actual Fundação da Caixa Agrícola, Costa Azul), no mesmo largo.
A estrutura deste novo Pelourinho assenta numa base oitavada, composta por três ordens de degraus, seguida de um plinto epígrafado com a data de 1845. Segue-se uma coluna de fuste oitavado, que se prolonga num capitel liso e num globo sobrepujado por uma cruz em ferro da Ordem Militar de Santiago.
Para a construção deste novo Pelourinho, optou-se por se utilizar uma “…pedra grande redonda/Redonda em forma de columna, enterrada / no cham sem préstimo algum…”, que se encontrava junto à capela de S.Brás, não sem antes se ter verificado que esta não tinha tido anteriormente serventia alguma, que prejudicasse a sua utilização, que não fosse a de ornamentar ou estruturar alguma construção da antiga cidade romana de Miróbriga (que foi sempre um local de procura de matéria prima para a construção ou reconstrução da Vila).
Esta marca do poder municipal foi classificada como imóvel de Interesse Público pelo Decreto n.º23 122, de 11 de Outubro de 1933, e mais tarde foi integrada na Zona de Protecção publicada no D.G., 2.ª Série, n.º 262, de 7 de Novembro de 1956.
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